Diário Sem Compras #1 – Casaco dos sonhos

Como eu já havia comentado no outro post, me lancei um desafio pessoal de ficar 6 meses (ou mais) sem comprar nada sem necessidade. Sem roupas, maquiagens, acessórios, nada! No outro post várias meninas comentaram que gostariam que eu postasse sobre o processo –  se você não viu, corre lá para ver (aqui) – então resolvi fazer um Diário Sem Compras, para compartilhar as minhas angústias, felicidades e altos e baixos do processo todo!

Hoje faz exatamente 2 meses e 12 dias que eu estou sem comprar nadinha.

Primeiro de tudo eu queria deixar claro que eu simplesmente achei que seria impossível ficar sem comprar. Eu juro que eu “lancei” esse desafio meio que rindo internamente, do tipo “AH TA, VAI NESSA GABRIELA”. E apesar de um dos motivos de eu estar fazendo isso ser a falta total de dinheiro, eu ainda assim achei que piraria na primeira semana. E eu estava errada, YAY.

Eu estou bem, juro. Normal. É quase como se tudo estivesse igual, nada de anormal nessa vida. E você deve estar pensando “Af, que fútil, até parece que está salvando o mundo com esse desafio idiota”. Eu sei, parece idiota, mas eu realmente gosto da sensação comprar  e estar conseguindo superar assim, NUMA BOA, me deixa feliz e orgulhosa.

Mas como tudo não são flores, o dia de ontem chegou e com ele veio o inverno.   momentos difíceis sempre aparecem. Estava eu olhando sites aleatoriamente, sem nenhuma pretensão de nada, quando de repente acabo caindo no site da Amaro em um link que me fez chorar. Gente, eu JURO, o casaco mais lindo já feito na terra. Eu posso até estar exagerando, porque eu nem gosto de frio e nem de casacos, MAS ESSE CASACO FEZ MEU CORAÇÃO TREMER. Estava tudo bem até ontem, não tinha tido vontade de comprar nada, MAS ESSE CASACO está me fazendo sofrer.

Já me imaginei andando diva maravilhosa ryca por ai com ele e me achando a última bolacha do pacote com aquele casaco incrível e eu só consigo pensar que ele não será meu, então TODO esse cenário que eu imaginei será jogado no lixo, assim como todos os meus sonhos. HAHAHA vale exagerar?

        

(Imagens só para dramatizar o assunto)

Quando comecei a escrever esse post estava com a pulguinha atrás da orelha – ou no caso a pulguinha no dedo que fica no mouse – para comprar. E mesmo sabendo que não da para comprar, por 2 motivos óbvios:

1- Não tem dinheiro;

2 – Eu fiz a meta (sem promessas) comigo mesma.

Por que raios eu estava tão tentada a comprar sendo que mesmo se eu quisesse, eu não teria como comprar? Loucuras da cabeça, né?!

Enfim, quando estava escrevendo o post e fui procurar o link para que vocês vissem o casaco e sofressem comigo  entendessem sobre o que eu estava falando, me deparei com a mensagem de que o casaco infelizmente – ou felizmente – está esgotado. Engraçado como as vezes a vida dá um empurrãozinho para gente, né? Por mais que eu não fosse de fato comprar o casaco, ele estar esgotado deixa a minha cabeça mais “tranquila”, porque a tentação não existe mais já que não tem como eu comprar ele. A não ser que eu sequestre alguém da Amaro, peça ele de resgate e fique com ele pra mim. Ai sim seria ok né? Sem estragar o desafio e quentinha/linda nesse frio ❤ ❤ ❤ (sonhando, apenas, me deixem)

A moral disso tudo é que? Dá para sobreviver né, gente?! Se em dois meses eu tive apenas um surto de desejo, acho que vai ficar fácil de aguentar os próximos meses! Mas eu vou sempre atualizando aqui, com os meus surtos, vontades e desesperos 🙂  E se tiver alguma coisa que vocês gostariam de saber sobre esse processo, pode perguntar aí embaixo que eu vou adorar responder!

Até o próximo Diário Sem Compras 🙂

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Chega de promessas

Se tem uma coisa na minha personalidade que eu não gosto é: Eu desisto. Eu desisto de praticamente tudo que eu começo e isso é uma coisa que me irrita demais.

Há alguns meses atrás, tinha me prometido que iria tentar ser mais saudável. Comecei a caminhar, pesquisei sobre exercícios para fazer em casa, ganhei um colchãozinho para fazer esses benditos exercícios em casa. O que eu fiz? Os exercícios, a caminhada, a alimentação melhor. Por quanto tempo? Um semana.

Há um tempo atrás disse que leria um livro por mês. Quantos eu li? Nenhum.

Prometi que iria cuidar mais da minha saúde. Cuidei? Não.

Parabéns Gabriela, você acaba de receber o prêmio de: DESISTENTE PROFISSIONAL.

A questão é que não é proposital. Sempre que eu prometo uma coisa ou me proponho a fazer alguma coisa, é com a melhor das intenções e eu realmente quero fazer aquilo acontecer, MAS EU SIMPLESMENTE DESISTO. E nem é questão de “nossa, isso é muito difícil” ou “não vou conseguir”.  Eu só desisto mesmo, sabe? E são coisas simples como passar protetor todo dia de manhã. Não importa quanto eu me prometa isso, simplesmente NÃO DÁ. Vocês meninas que passam protetor todo dia de manhã, como lidar? Me ensinem!

Outro dia me peguei pensando o quanto eu odeio isso em mim mesma e o quanto eu realmente gostaria de mudar isso na minha personalidade. E isso exclusivamente porque faz mal para mim. Quando envolve outras pessoas na jogada eu raramente desisto. Engraçado, né? Quer dizer então, que o problema é meu e sobre as minhas loucuras? Sim.

Dito isso, é hora de mudar. Como?  Não vou mais prometer nada. Isso mesmo. Não vou mais me prometer coisas que eu sei que não vou cumprir e que nunca vão se tornar verdade. Chega de falsas promessas. A ideia agora é colocar metas. Isso mesmo, metas. Quando a gente PROMETE uma coisa, fica uma coisa “SOCORRO PRECISO CUMPRIR SE NÃO VOU MORRER”. É quase como se fosse obrigado a cumprir aquilo e talvez seja isso que me faça desistir. Não gosto de ser obrigada. Ui, que rebelde. 

A questão das metas é que você não necessariamente precisa cumprir, mas seria mô legal se você cumprisse. E é exatamente isso que eu quero. Não quero me forçar a fazer coisas e sim sentir que elas são naturalmente necessárias a serem feitas. É quase como uma mudança de cultura interna minha.

Aqui vão alguns metas que coloquei para minha vida:

Esse blog é uma meta, que eu venho tentando ao máximo não desistir. É muito fácil começar uma coisa, ainda mais assim na internet (eu bem sei) e simplesmente deixar ela sumir, como se nunca tivesse existido, mas dessa vez quero que as coisas caminhem para frente e não para trás. Portanto meta número 1: blog.

Me manter mais saudável e me alimentar melhor é a meta número 2 e eu realmente quero fazer dar certo. Diferente de antes que eu tinha me prometido fazer todas aquelas coisas, dessa vez eu quero que seja mais natural. Estou tentando sim me alimentar melhor, tentar tirar muito doce da minha alimentação, comer menos besteiras em geral e principalmente beber muita água. Todas essas coisas aos pouquinhos eu estou conseguindo inserir no meu dia a dia. Agora só falta o exercício físico.

Ficar meses sem comprar, meta número 3. Eu estou especialmente orgulhosa de mim porque faz 2 meses que estou sem comprar nadica de nada e apesar de estar sentindo saudades, não estou subindo pelas paredes como imaginei que estaria. Ponto pra mim!!!!

Meta número 4: Ficar de bem comigo mesma. Ta ai uma meta que tem que ser levada para vida e é complicadíssima; Ela demanda e ainda vai demandar muito dos meus esforços. Mas deixo esse tópico para um próximo post.

Tem sempre coisas em nós mesmos que podem melhorar e o importante é a gente perceber e reconhecer essas “falhas”. Com certeza esse reconhecimento faz parte do nosso crescimento e amadurecimento como pessoa. Por isso “No more quitting” é o meu lema para os próximos tempos. O caminho é só para frente agora!

E vocês também tem algo que gostariam de mudar na personalidade? Me contem aqui nos comentários!

Um beijo,

Desafio lançado: 6 meses sem compras

Se eu pudesse fazer uma lista de TOP 5 coisas que eu gosto de fazer, elas seriam: Comer, dormir, comprar, escrever e ficar na internet fazendo nada. Não necessariamente nessa ordem, MAS é uma boa ordem, de fato.

A questão de hoje é o terceiro item. Compras.

Cara, como é bom fazer compras, sair com sacolinhas da loja, chegar em casa e experimentar na frente do seu espelho, sentir o cheirinho de roupa nova e ficar pensando nas mil combinações que você pode fazer com as roupas que você já tem e querer usar no dia seguinte……………. SOCORRO MELHOR SENSAÇÃO. Vocês também sentem?

Eu realmente sinto prazer em comprar, de pensar com que roupa eu posso combinar aquela peça e usar minha criatividade na hora de me vestir. Antigamente eu me chamaria de consumista.  Quando o dinheiro vinha da fonte – a.k.a meus pais – eu não me importava muito se estava comprando com consciência ou não; meu critério era mais “gostei”, “não gostei”.  Mas as coisas mudam e a gente cresce e passa a entender o valor, tanto o literal quanto o abstrato, do dinheiro. Hoje em dia preciso trabalhar um mês para comprar minhas coisinhas e eu sei quanto esforço precisei ou não, então na hora de comprar passei a ser muito mais seletiva nas minhas escolhas. Eu ainda tenho meu pensamento e olhar “MEU DEUS QUERO TUDO SOCORRO MÃE”, mas na hora de passar o cartão, o que vai para casa é pouca coisa mesmo.

Para que todo esse blá-blá-blá Gabriela? Bom, o motivo pelo qual estou fazendo esse post é que resolvi finalmente me lançar um desafio: Ficar seis meses (ou mais) sem comprar NADA.

Sim, exatamente isso que vocês leram. Nada, nadinha, nadica, nothing, n a d a.

Ai vem a pergunta principal: “Mas Gabriela para que fazer isso?”. Eu não vinha passando dos limites em relação as minhas compras, aliás estava bem consciente das coisas que vinha comprando. Mas acho que chega uma hora que a gente precisa dar uma sacudida na vida e lançar alguns desafios pessoais para animar um pouco. Então eu resolvi propor para essa pessoinha que escreve, o desafio de ficar meses sem fazer uma das coisas que eu mais gosto. Tanto para ver como eu reajo, quanto para guardar dinheiro e também para ser mais criativa com as minhas roupas. Eu estava começando a ficar cansada dessa reação:

E essa é uma das maiores mentiras que eu já contei na vida. Tem tanta coisa no meu armário que eu nem mesmo consigo me achar lá. Portanto, além de guardar uma graninha (ebaaaaaaa), vou poder ser mais criativa com as coisas que eu tenho.  Claro que vocês conhecem a Jô do Um Ano Sem Zara e se tem uma coisa que ela me ensinou é que: sim, da para reinventar seu armário sem comprar coisas novas, sempre.

As regras são simples: Não posso comprar nada de roupa, sapato, bolsa, cosmético e nada que eu não precise. Calcinhas, escova de dente e coisas do tipo estão liberadas. Exceções abertas para emergências, claro, mas fora isso, está terminantemente proibido entrar com qualquer sacolinha dentro dessa casa. Não vale esconder no carro. Nem na casa do namorado. Nem no trabalho. OH JESUS.

Então deixa aqui registrado. O início de um desafio MUITO difícil para mim. Talvez quase tão difícil quanto ficar sem chocolate ou sem dormir, mas muito mais fácil de conseguir cumprir. Atualmente ainda estou confusa em relação ao desafio; Feliz por estar começando uma etapa nova e triste porque cara, é época de liquidação…………………………………….

E vocês, são a favores de desafios radicais que nem esse? Que tal entrar nessa comigo?

Tags da internet – 10 perguntas pessoais baseadas em séries de TV

A tag de hoje foi uma indicação do blog Retalhos da Alma (Dá uma passadinha lá pra ver, super indico). E é uma daquelas tags que gelam até a alma, porque não tem coisa mais difícil do responder tag pessoal assim né? VISH.

Essa tag é baseada em algumas séries de TV e as perguntas são baseadas nas premissas das séries. Super legal né? Eu não assisti todas, mas acho que mesmo assim consigo responder! Vamos lá!

1. Orange is the new black – Já ficou/amou alguém do sexo oposto? 

Sim!

2. Grey’s Anatomy – Já pensou ou tentou suicídio?

Não! Acho que tudo na vida tem soluções melhores.

3. Dexter – Qual o seu segredo mais obscuro/esquisito? OU Qual sua mania mais esquisita/anormal?

Se é segredo não posso contar né hahahaa. Então acho que mania mais esquisita é… Hmn… Eu não tenho muitas manias, mas acho que talvez odiar ficar sozinha seja a minha mania mais esquisita!

4. Lie to me – Você tem costume de mentir? Qual a mentira mais absurda que você já contou? 

Não tenho costume de mentir não. A minha memória é a PIOR possível, então com certeza eu iria acabar me ferrando. Qual a mais absurda que eu contei? Ixi, mais uma vez, pior memória. Se eu já contei alguma absurda, com certeza não me lembro mais.

5. Supernatural –  Venderia sua alma para ressuscitar ou curar alguém que ama muito? 

HAHAHAHA ai que horror! Não venderia não. Acho que quando as pessoas morrem, a gente tem que deixar elas descansarem em paz!

6. Grimm – Qual foi a maior revirava volta da sua vida? 

Acho que a maior reviravolta da minha vida ainda está por vir.

7. Skins – Qual a maior loucura que você já fez? 

A maior loucura que eu já fiz com certeza foi crescer! hahaha brincadeiras a parte, mas gente, que loucura é esse da de ser adulto? Não pode voltar a ser criança, sem preocupações, sem nada? Melhor época!

8. Are you there, chelsea? – Qual a maior vergonha que você já passou por causa da bebida? 

Vish. Acho que foi uma vez que fui em uma balada e passei mal! Eu nem tinha bebido muito ou coisa parecida, mas alguma coisa que me fez muito mal! Passei mal no banheiro, no corredor, no estacionamento….. E assim vai. Bebida com certeza não é meu forte.

9. New Girl – Já ficou com seu(a) melhor amigo(a) ou se apaixonou? 

Não, nunca!

10. Finding Carter – Você é a favor da legalização da maconha? (Em todo o mundo)  

Sim, super a favor. Claro que tudo tem seus pros e contras, mas com a legalização com certeza a criminalidade vai diminuir.

É isso! AI gente, adorei essa tag. Achei as perguntas dificílimas, fiquei pensando por muito tempo antes de responder! Quero ver vocês respondendo agora 🙂

Achei essa tag a CARA da minha amiga Luciana, do blog Eletrikka, então estou passando a bomba para ela HIHIHI.

 

Nunca ando só

Por um bom tempo da minha infância, lá quando eu tinha uns 10/11 anos eu fiquei muito tempo sem entrar no meu quarto. O motivo? Medo!

Era um dia normal como qualquer outro quando os helicópteros começaram a chegar de monte. Da polícia, de imprensa, de tudo que se pode imaginar. Barulho de carro de polícia, de buzina, caos. Por muito tempo um prédio logo na frente do meu, ficou abandonado, daqueles que a obra para no meio mesmo; E o que acontecia era que uns caras haviam sequestrado outro cara e estavam fazendo aquele prédio como cativeiro.  E naquele dia em especial a polícia havia descoberto e estava fazendo uma big operação para pegar os caras. Eu vou ser sincera: Não lembro o desfeche da história, mas torço para que tudo tenha ocorrido bem.

A real é que por MUITO tempo aquilo ficou com a minha cabeça e eu simplesmente não conseguia mais entrar no meu quarto, porque a janela era bem de frente para o prédio abandonado. Sim, eu ficava no quarto da minha mãe que era bem ao lado. Sim, eu ficava na sala. Sim, o problema era meu quarto. Não, eu não sei o motivo. A verdade é que medo em geral não faz muito sentido.

Desde que eu me lembro por gente, esse medo específico – assaltos, roubos, sequestros, QUALQUER COISA relacionada a isso – me apavora. Mas me apavora MESMO, de arrepiar a espinha, de me impedir de sair de casa, de achar que não tem mais solução. Por um bom tempo há uns dois anos atrás após um assalto, eu fiquei com pânico. Eu não sei exatamente se pânico é uma doença que se cura ou você só ameniza, mas tenho estado melhor. Na época precisei tomar remédios e me forçar a melhorar; se não minha única solução seria ficar em casa trancada com medo e pensando em coisas ruins.

Com esses anos tentando melhorar eu aprendi algumas coisas importantes, que eu tento me lembrar todos os dias:

1 – Você pode até superar seu medo, mas isso não quer dizer que ele foi embora. A real é que muitas vezes eu me FORÇO a fazer coisas que eu tenho muito medo. Como por exemplo, andar sozinha na rua. Parece idiota, não é? Mas isso para mim é uma das piores sensações do mundo. Me sinto vulnerável, sozinha e com a sensação de que qualquer coisa ruim pode acontecer. E muitas vezes eu preciso andar sozinha na rua, afinal, a vida SEGUE e nem sempre eu tenho pessoas pra me acompanhar. E ok. Eu ando sozinha na rua. Com medo, rezando para nada acontecer. Isso significa que eu estou superando meu medo? Sim. Significa que porque eu superei ele foi embora? Jamais. Todo dia é um novo dia, todo dia uma superação.

2 – A frase “Não precisa ter medo” não faz sentido. No caso não sou eu – ou ninguém – que escolhe ter medo ou não. Ter medo não é como escolher uma cor preferida. É uma coisa que existe dentro de você e bom, é praticamente incontrolável. E não vou ser hipócrita de falar que nunca “esnobei” o medo de outras pessoas, como “para, pra que ter medo de andar de moto! é tão tranquilo!” ou “Você ta zuando que tem medo de borboleta?” Se eu não tenho medo de andar de moto ou de borboletas, o problema nesse caso é meu, então… VAMOS SEGURAR AI. Esse é um lembrete para mim também, ok?

3 – Falar sobre o medo as vezes ajuda, as vezes não. Eu tenho uma coisa de gostar de ouvir histórias de assaltos, sequestros e blá. Motivo? Eu quero estar preparada para o futuro. Que loucura isso que eu acabei de falar né? Eu gosto de ouvir, para saber como me prevenir: esconder celular, não andar em rua escura, não andar sozinha………… E por ai vai. Mas a real é que: além de não adiantar nada, porque ser for para acontecer, VAI acontecer por mais que eu me previna, eu só estou me machucando cada vez mais. Depois de ouvir essas histórias eu fico mal, com mais medo e é como se fosse um retrocesso no processo todo.

5 – Medos podem ser influenciados pelo ambiente. Eu moro em São Paulo e aqui é um lugar extremamente violento. Se você mora em São Paulo sabe do que eu estou falando e se não mora também sabe, porque sai no jornal todo dia. O nível de crueldade e maldade das pessoas está cada dia maior e “morrer por um celular” virou coisa cotidiana. Então sim, morar em uma cidade onde estou suscetível a tanta violência com certeza piora meu medo.

4 – Nem todo caso é igual. Alguns medos são doenças, outros não. Se algum medo é maior do que a sua força de fazer suas tarefas diárias, sair de casa, ir trabalhar, procure ajuda de um profissional.  Sério!

Mas como nem tudo na vida são só “medos” e “coisas ruins”, a gente tem que seguir em frente e tentar ser feliz, sempre. Tentar viver nossas vidas da melhor maneira possível. Ela é uma só e cada dia que passa eu percebo mais e mais como ela é frágil. E como em um segundo tudo pode mudar ou deixar de existir. Portanto, vivam a vida como se fosse o último dia – Eu sei, isso é muito brega, mas cara, maior verdade. Acredite.

Casar ou comprar uma bicicleta?

Desde que me lembro por gente, me entendo como uma pessoa que tem muitos sonhos. Desde sempre. Todos os sonhos possíveis. Lembro de pequenininha querer viajar e conhecer o mundo todo. Lembro de sonhar com casamento, de formar uma família. De comprar um New beatle. De ser uma barbie. De querer ter o cabelo loiro platinado. De querer escrever um livro. De ser famosa. Todos os sonhos possíveis e imagináveis.

Lembro que em certo momento da minha adolescência o sonho que eu tenho até hoje começou a aparecer como uma coisa muito forte. Ir para os Estados Unidos. Eu sei que você está me julgando agora, mas eu te julgo de volta. DUVIDO QUE VOCÊ NUNCA – UM VEZINHA SEQUER QUIS IR PRO ESTADOS UNIDOS. NÃO ADIANTA MENTIR. Te peguei né? 

O que acontece é que eu sempre quis MUITO ir para o Estados Unidos. Eu queria tanto ir para lá e viver o ~American Dream~ que fazia cadernos com informações, fotos, imagens, tudo que era possível de Harvard. Que é onde eu deveria ter feito faculdade segundo meus sonhos. Claro que esse estava longe demais de ser realidade, convenhamos que além de não ser fácil de entrar, não é barato. E dinheiro não nasce em árvore. I-n-f-e-l-i-z-m-e-n-t-e.

A questão é que me peguei pensando em todos os sonhos que eu tinha e todos os sonhos que conquistei até agora. E não vou ser mal agradecida com o universo de falar que não realizei nenhum deles, até porque seria mentira. Conheci uma pessoa com quem quero formar uma família, me formei e fiz coisas que eu gostaria de ter feito. Mas ultimamente comecei a perceber que muitos deles estão longe ou são muito difíceis de acontecer. Inclusive viajar para o Estados Unidos, que ainda não conseguir fazer. E todos por um mesmo motivo: dinheiro.

Nosso querido e tão odiado dinheiro. Odeio ser dependente de uma coisa tão poderosa quanto o dinheiro. Sei que muitos dos problemas do mundo são pela falta ou pela ganância do dinheiro. MAS NÃO TEM COMO VIVER SEM DINHEIRO. A questão é que você tem que ser uma pessoa muito, mas MUITO desapegada para conseguir não ser dependente do dinheiro. Tipo aquelas pessoas que largam tudo e vão viver em retiros, onde você planta, colhe e produz seus objetos e comida. Mas convenhamos que isso não é para qualquer um – e até mesmo eu que vivo me policiando para não ser dependente do dinheiro, CONSTANTEMENTE ME PEGO FAZENDO CONTAS MENTAIS. “Isso esse mês não dá“. “Fica para o mês que vêm“.

(Imagem meramente ilustrativa, nunca vi tanta nota de 100 junta, JEZUIS)

bicicletaXcasar

Anexei essa tabela que representa e explica o título do post. Pensando que eu quisesse comprar uma bicicleta. Bicicleta trás mobilidade, vou fazer exercícios e consequentemente emagrecer e é um objeto que consigo encaixar dentro de casa. MAS EU NÃO TENHO DINHEIRO PARA COMPRAR UMA BICICLETA.

Ok, segundo exemplo. Casar. OUN. Casar é bom, trás felicidade, sim vou ter que me exercitar muito para dar certo, mas mesmo assim vou engordar, porém não tenho uma casa para morar caso eu venha a me casar. Mas olha só, os dois tem um ponto em comum: EU NÃO TENHO DINHEIRO PARA CASAR.

Obviamente que tanto comprar uma bicicleta, quanto casar são metáforas para os sonhos da vida. Sonhos custam dinheiro, infelizmente. Viajar demanda tempo juntando dinheiro, comprar uma bicicleta também, assim como casar e comprar uma casa. Boba foi a pessoa que disse “dinheiro não compra felicidade”. Diretamente dinheiro não compra felicidade, claro, mas compra viagem, compra comida, compra experiências que sem o maledeto do dinheiro, não são possíveis.

Esse post não tem conclusão e muito menos uma solução. E se você está tão quebrado quanto eu em questão de dinheiro, deixa um comentário! Posso deixar o número da minha conta também ta? VAI QUE VOCÊ É UM MILIONÁRIO QUERENDO FAZER UM PROJETO SOCIAL. TO AQUI SEMPRE, VALEU.

“Não come então”

Desde que me lembro por gente, moramos em um apartamento: eu, minha mãe, meu pai e minha vó. A questão “morar com vó” parece e em alguns momentos é um paraíso. Comida gostosa e fresca todos os dias, carinho, presentinhos e muito amor. Muitas histórias para contar, sabedoria e muita experiência de vida. Eu concordo com tudo isso.

Acontece que eu e minha vó, Dona Dirce, figura que provavelmente vai aparecer muitíssimo por aqui, temos uma relação de AMOR/ÓDIO intensa. A gente ama se odiar e odeia se amar. E sempre foi assim. E é uma coisa que eu nunca vou saber explicar, se é por causa da diferença de idade e o choque de gerações – que moderno isso – ou nossos “santos” simplesmente não batem. A real é que a gente briga muito e briga de verdade; não concordamos em nada; qualquer coisa é motivo para discussão.

E não se preocupem, eu tenho plena noção de que 50% dessa relação conturbada é minha culpa. Eu sou respondona, impaciente e muitas vezes quando eu podia simplesmente ficar quieta, eu incentivo a briga. Mas Dona Dirce também leva sua parcela de culpa nessa história, não pensem que ela escapa não! Ela é extremamente protetora – coisa de vó, só que além dos limites -, ela é estressada e estressa todo mundo que está a sua volta, fala sem parar e muitas outras coisas que com o tempo vocês vão descobrir.

Um dia no trabalho, liguei para tirar uma dúvida com ela. Tempos depois, lá estava Dona Dirce falando e falando sem parar sobre algo que eu nem lembro mais, mas que não tinha nem um pouco a ver com o que eu tinha ligado para falar. Depois de muito esforço, consegui me despedir e recebo um “Cuidado ai hein filha, pelo amor de Deus”. Eu desliguei e tudo que eu conseguia pensar era: Estou dentro de uma casa, trancada, DO QUE RAIOS EU PODERIA ME PROTEGER?!  FANTASMAS? ZUMBIS? UM METEORO? MEGAN FOX DEPOIS DE SER POSSUÍDA PELO RITMO RAGATANGA? 

 

 

Esse é o tipo de coisa que me deixa irritada no começo, mas depois quando paro para pensar, só consigo rir e pensar: Ela vai me enlouquecer. Ela só faz pelo meu bem.

Algumas semanas atrás eu e meu namorado estavam jantando. E se tem uma coisa que eu não posso reclamar é da comida da minha vó. SANTA MÃO DE DONA DIRCE, que faz as melhores comidas que eu já comi e que me faz ter tanto gosto em comer. Porém, ocasionalmente, minha vó pega algumas manias. Antes era o sal e agora a pimenta. Pimenta na salada, na carne, no arroz – brincadeira – mas pimenta em tudo que se pode colocar pimenta. E eu gosto de pimenta, como já disse não tenho muita restrição a comida, mas TUDO TEM LIMITE. Até mesmo sabores gostosos como o da pimenta.

Voltando ao jantar, lá estávamos nós dois comendo e comecei a sentir que estava extremamente apimentado. Não lembro bem o que era a comida, mas era algo não precisava de pimenta, e se precisasse seria só um cheirinho. Eu, inocente que sou, resolvi falar: “Vó, ta bem apimentado hein?! Acho que não precisava de tanto aqui não.” E esse era um tópico que eu vinha trazendo à algumas semanas já – e claro sem resultados. Esse meu comentário virou uma briga horrível, onde eu era ingrata e não sabia apreciar o que eu tinha. E leonina não deixa barato e revida briga, sim, e se reclamar revida duas vezes. De qualquer maneira, a briga tomou proporções desnecessárias, até que veio a frase:

“ENTÃO NÃO COME”

Espeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeera ai. Ai é pegar pesado cara, me deixar sem comida? Isso lá é coisa que se fala para uma gordinha de espírito que nem eu? NÃO PRECISA DESTRUIR MEU CORAÇÃO DESSE JEITO.

Bom, eu levantei, querendo parecer uma pessoa decidida e não levando em consideração QUÃO PESADO tinha sido o argumento. Levantei, ryca e phyna, empurrando o prato: “Não como então”.

A questão é que eu cheguei no meu quarto e pensei no gostinho da comida. Mesmo apimentada, aquele gostinho maravilhoso e cheiro delicioso e eu só conseguia pensar: Eu preciso voltar, não tem outra saída, o orgulho tem que ser menor que a fome. E meu amor, se tem uma coisa mais fácil do que minha fome ser maior que algo, está pra nascer. Então eu me olhei no espalho, respirei fundo e voltei. Sentei na mesa e continuei a comer como se nada tivesse acontecido. “Briga? Quem? Onde?”

A real é que: comer é uma prioridade. E deixar de comer uma comida quentinha, gostosa, por uma briguinha é muita falta de maturidade. Então a lição de casa de hoje é: deixe seu orgulho de lado e aproveite enquanto a comida está quente. Por que ela pode esfriar  – e mesmo continuando gostosa fria –  ou acabar e ai, me amigo, eu tenho certeza que você vai tanto se arrepender, quanto sentir falta da sua vó, ops, da sua comida.